sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O QUE TRANSPORTAR NA MOCHILA?


FOTOGRAFIA 46. Preparação da mochila. [20-01-2012]

     É comum, durante as incursões de bicicleta pelos montes, surgiram problemas que afetam o normal cumprimento do trajeto. Quantos de nós já ficaram apeados por falta de instrumentos adequados para resolver um problema? Regra geral, quando saímos para os nossos passeios saímos com o básico: água, alimento e, eventualmente, uma câmara-de-ar e uma bomba. Numa prova, normalmente, existe assistência ou o atleta prevenido que nos ajuda. Numa volta domingueira é por vezes o companheiro que nos safa. No entanto, existem sempre aqueles imprevistos que nos limitam quando menos necessitávamos. A experiência pessoal ensinou-me que mais vale sair de casa bem preparado, do que fazer o percurso de regresso a pé.
     Quando preparo a mochila (FIGURA 46-50.), vulgarmente designado camelbak (marca registada, especializada em produtos de desportos outdoor, como mochilas de hidratação e bidons), tenho em mente dois vetores: a bicicleta e o ciclista. Nesta perspectiva, equaciono que problemas podem afetar este dois elementos.
     A bicicleta apresenta inúmeras partes que estão sujeitas a desgaste e como tal poderão, mais cedo ou mais tarde, ceder. O ciclista se tudo correr como planeado, chegará de qualquer volta incólume. No entanto, lesões derivadas do próprio esforço, ou mesmo de uma queda, poderão significar o encurtar de uma volta.
     Assim, aquando de uma incursão pelos montes, devemos sempre acautelar o máximo de situações possíveis, sem sacrificar em demasiado o ciclista com o peso acrescentado.
     A minha mochila é preenchida por elementos de três estojos/kits:


  • Estojo de primeiros-socorros;
  • Estojo de bicicleta;
  • Estojo de sobrevivência;

     Cada um destes estojos possuiu um conjunto de produtos que penso serem indispensáveis para safar de muitas, não todas, situações desagradáveis. Seguidamente, para melhor entenderem o que prevê cada um destes estojos, descrevo o que contém cada um.

ESTOJO DE PRIMEIROS-SOCORROS

     Este é aquele estojo que cada um menos vezes quererá usar, no entanto, uma queda poderá implicar a sua utilização. Já participei em voltas em que foi necessário assistir um colega que caiu, e a inexistência deste estojo implicou que os cuidados básicos não fossem bem prestados. Eu próprio já caí e tive que recorrer a este kit. Assim, considero que são fundamentais, para prestar os cuidados básicos, os seguintes elementos:
  • Compressas;
  • Ligaduras;
  • Soro fisiológico;
  • Eosina/betadine;
  • Pensos rápidos/ Tiras de sutura;
  • Adesivo/Ganchos;
  • Luvas esterilizadas individuais;

FOTOGRAFIA 47. Estojo de primeiros-socorros. [20-01-2012]
     Nenhum destes produtos prevê um curativo definitivo. Contudo, cair durante um passeio e retornar com as feridas por tratar poderá implicar graves problemas. Assim, a maioria destes elementos deverá ser utilizado em escoriações resultantes de quedas. O soro poderá ser utilizado ainda nos olhos, enquanto os pensos e as tiras nalgum corte.

ESTOJO DE BICICLETA

     Neste estojo coloco os materiais essenciais para resolver os problemas que normalmente afetam a bicicleta. A maioria dos problemas de uma bicicleta podem ser evitados com uma revisão preventiva antes da saída. Contudo, furos, correntes quebradas, pneus rasgados, pastilhas gastas, entre outros, são problemas comuns nas incursões pelos montes. Assim, os elementos que se seguem são destinado a resolver temporariamente o problema de modo a permitir o regresso a casa.
  • Conjunto de chaves com desencrava-correntes;
  • Câmara-de-ar;
  • Bomba de ar;
  • Pastilhas;
  • Desmontas;
  • Cola e Remendos;
  • Elos de engate rápido;
  • Abraçadeiras de plástico (zip);

FOTOGRAFIA 48. Estojo de bicicleta. [20-01-2012]
     Estes elementos prevêem a resolução temporária dos problemas já citados anteriormente. As abraçadeiras de plástico têm um carácter multiusos, pois servirão para solucionar algum problema imprevisível.

ESTOJO DE SOBREVIVÊNCIA

     Neste estojo estão alguns elementos mais tradicionais e outros que, realmente, se destinam a situações extremas. Assim, para sobrevivência básica estão presentes neste estojo:
  • Alimento;
  • Líquidos;
  • Canivete;
  • Cartão de identificação;
  • Iluminação;
  • Apito;
  • Impermeável;
  • Toalhitas/Lenços-de-papel;
  • Manta de sobrevivência;

FOTOGRAFIA 49a/b. Estojo de sobrevivência. [20-01-2012]

     Os elementos fundamentais como alimento e líquidos estão presentes em todas as voltas. A presença do impermeável depende da época do ano ou do clima que se faz sentir. Elementos como iluminação, manta de sobrevivência, toalhitas, apito são dispensáveis dependendo do trajeto e da companhia, ou ausência dela. O canivete é transversal a qualquer um dos estojos, pois possui elementos que podem ser utilizados nos primeiros-socorros (pinça ou tesoura) ou na resolução de problemas da bicicleta (tesoura ou canivete).


FOTOGRAFIA 50. Mochila preparada. [20-01-2012]

     Naturalmente, que em cada um dos estojos existem elementos passíveis de serem retirados de acordo com o clima, com a distância do percurso, com a companhia (colegas de pedalada podem distribuir a carga) etc. Do mesmo modo, também alguns elementos podem ser acrescentados, como um pequeno recipiente de óleo, dinheiro, ou até, eventualmente, as chaves de casa e o telemóvel. Tudo depende das reais necessidades de cada um.
     O caso que aqui vos apresento diz respeito aos cuidados que tenho quando preparo uma incursão pelos montes. Regra geral, recorro a todo este material para voltas superiores a 40km ou quando circulo sozinho. A mochila que preparo pesa pouco mais de 2kg, um peso que com uma boa distribuição da carga, pouco se nota e que compensa as chatices que se podem evitar. A falta de preparação já me fez retornar a pé, curar as feridas no meio do nada, apanhar frio e chuva quando não contava, até mesmo regressar em cima da bicicleta, mas sem poder pedalar.
      Em suma, preparem bem uma incursão pelos montes, ponderem bem as condicionantes e adaptem às vossas necessidades.

Cumprimentos,
Equipa Mem Gundar BTT

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

OS MELHORES MOMENTOS DE 2011

     Como recordar é viver, cá fica o registo fotográfico de alguns dos bons momentos passados em 2011.


 
















































































































































Cumprimentos,
Equipa Mem Gundar BTT

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ROTA COVELO-S.BENTO

FOTOGRAFIA 40. Pinhal que antecede Covelo do Monte. [11-08-2011]
      A descrição e fotografias desta rota, cumprida em meados de Agosto, servem para lembrar as temperaturas amenas e o sol radiante  (FOTOGRAFIA 40).
FOTOGRAFIA 41. Caminho para Covelo do Monte. [11-08-2011]
       No fundo, este percurso foi o resultado da falta de ideias de todos os participantes. Ninguém se chegava à frente com trajectos interessantes, pelo que fomos pedalando em direcção à localidade de Aboadela, rumo ao povoado de Covelo do Monte, mesmo no coração da serra. A primeira fase da volta (FOTOGRAFIA 41) contemplava longos quilómetros em alcatrão (BOOOOOOOOOORING!) que nos levaram a embrenhar no meio do pinhal que esconde a aldeia de Covelo do Monte.

FOTOGRAFIA 42. Filipe em grande momento. [11-08-2011]
      Contudo, e sem completar o trajeto todo até Covelo, decidimos inverter o sentido e embrenhar-nos pelo pinhal em direção à capela de S. Bento. Esta parte do percurso (FOTOGRAFIA 42) levou-nos pelo meio da serra, por entre pinheiros e penedos, a grande velocidade até à dita capelinha. Até à capela ainda cruzamo-nos com os habituais rebanhos que pastam nas encosta do Marão (FOTOGRAFIA 43).

FOTOGRAFIA 43. Rebanho e seu fiel cão pastor. [11-08-2011]
       Chegados à capela de S. Bento tempo para retemperar as forças, rehidratar e "meter os pés" ao caminho. Daqui em diante restavam estradões e mais caminhos por entre o pinhal, caracterizado pelo solo solto e pejado de caruma, pinhas, galhos e raizes saliente (FOTOGRAFIA 44).
FOTOGRAFIA 44. Caminho por entre o pinhal. [11-08-2011]
     No que faltava cumprir até casa, sempre a descer via Aboadela, restava desfrutar do resto do percurso até casa (FOTOGRAFIA 45). 

FOTOGRAFIA 45. Filipe em mais um grande momento. [11-08-2011]

Cumprimentos,
Equipa Mem Gundar BTT
VG - 04 
  

FOTOGRAFIA 39. Meia Via, perto da localidade de Fridão. [02-04-2011]

Nome do vértice: Meia Via
Coordenadas*:   8° 1'10.09"  41°18'56.25"
Concelho: Amarante
Altitude**: 372,78m
Suporte: Solo
Folha***: 10A
Ordem:
Tipo: Bolembreano
Obs: Vértice localizado junto à estrada EN 312. Fácil acesso.
Quadro de Honra: Belmiro; Gonçalo; Hélder; Luís; Miguel

* No sistema WGS84
**Altitude ortométrica
*** Carta 1:50.000 
 





Cumprimentos,
Equipa Mem Gundar BTT