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quarta-feira, 11 de abril de 2012

SERRA DA ABOBOREIRA - UM BASTIÃO DA NATUREZA



     Já aqui foram abordados alguns aspetos da serra da Aboboreira, mas nunca é demais descrever um trajeto por esta serra. A volta que se segue teve esta elevação como pano de fundo. A ascenção fez-se maioritariamente pela EN 101 em direção ao alto de quintela (ponto de passagem de muitas Voltas a Portugal). Nesta parte do percurso a velocidade de circulação foi mais baixa, tendo inclusivamente, o elemento mais novo da equipa rebentado um pneu, estando parado. Sim, parado!

FOTOGRAFIA 80. Localidade de Guarda na Aboboreira. [19-02-2012]

     A estrada inclinava cada vez e provocou as primeiras baixas, dois elementos viram-se forçados a regressar pela EN 101 a baixo. O grupo então, entendeu por bem virar em direção á localidade de Guarda (FOTOGRAFIA 80). As inclinações da estrada neste momento eram assombrosas e só com recurso à desmultiplicações mais baixas é que se completou a subida. Ao longo da subida iam se contemplando a paisagem da serra (FOTOGRAFIA 81).

FOTOGRAFIA 81 Localidade de Guarda com a serra do Marão como pano de fundo. [19-02-2012]

     Chegados ao topo da localidade (FOTOGRAFIA 81), já as inclinações assassinas tinham ficado para trás, seguimos na direção de Carvalho-de-Rei. Esta secção do percurso foi a mais fácil de fazer. Depois de subir durante mais de 10 km, este planalto foi o alívio à muito ansiado. Curiosamente, em Carvalho-de-Rei, decorria uma festa, com venda de enchidos, queijos, diversos produtos artesanais e até mesmo gado! Não havia tempo para paragens, pelo que rapidamente se cruzou a localidade para se entrar na secção que nos fez subir toda a encosta da serra. Uma descida vertiginosa em terra batida, pelo meio dos tojos e do giestal, cortada pela chuvas e desgastada pelo gelo. A adrenalina subiu em flecha e, com mais ou menos facilidade, pousando ou não o pézinho no chão, todos chegaram ao fim com o ritmo cardíaco acelerado (FOTOGRAFIA 82).


FOTOGRAFIA 82. Filipe, Belmiro e Valter em grande estilo. [19-02-2012]

     A descida trouxe os atletas de volta à EN101, pelo que restava regressar pelo alcatrão até Vila Seca, para daqui se seguir pelo meio de monte, por um single-track com cerca de 3km (FOTOGRAFIA 83), até à lugar da Ovelhinha.

FOTOGRAFIA 83. Entrada para o single-track. [19-02-2012]
     Mesmo à entrada deste single-track, mais um furo, mas desta vez por culpa de um prego ferrugento, que atravessou o pneu de lés-a-lés (FOTOGRAFIA 84)! Nada que esmorecesse a confiança do grupo ao entrar no single-track. Rápido até chegar à parte final em que uma descida em zigue-zague apertado trás ao de cima a capacidade de cada atleta.

FOTOGRAFIA 84. Culpado! [19-02-2012]
     Chegados à Ovelhinha, com a Aboboreira no fundo, deu-se por terminada mais uma voltinha domingueira do grupo.

Cumprimentos,
Equipa Mem Gundar BTT

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

VIAGEM POR VIEIROS, NA ESTREIA DO ELEMENTO MAIS NOVO DO GRUPO


     O dia cinco de fevereiro marcou a estreia do mais recente e, por sinal, mais jovem elemento da equipa Mem Gundar BTT. De seu nome Gonçalo, com 11 primaveras contadas, acompanhou os graúdos estoícamente por um passeio de 40km. Cumpriu o percurso cheio de ânimo e com bravura, tendo até alcançado o seu primeiro vértice geodésico - Meia Via (FOTOGRAFIA 73).

FOTOGRAFIA 73. Gonçalo em cima do seu primeiro vértice. [05-02-2012]
       Numa manhã em que se aconselhava o aconchego dos cobertores, quatro elementos da equipa resitiram ao frio e fizeram-se à estrada. O ponto de partida no centro de Amarante levou-os pela avenida Alexandre Herculano até Fridão, altura em que a estrada se agigantou e as pernas foram postas à prova. Subiram até à cota de 372m para logo de seguida descerem até Vieiros (local de antiga exploração mineira - história para outras mensagens!) e daí por um estrada (ainda meio em paralelo, meio estradão) rapidíssima até ao rio Ôlo (FOTOGRAFIA 74).

FOTOGRAFIA 74. Pai e filho em grande estilo. [05-02-2012]

     Aqui, junto ao parque de merendas, breve paragem para reabastecer e para a fotografia de grupo (FOTOGRAFIA 75). Depois restava subir até Canadelo pela rua Central. Aqui sim, as rampas exigiam tudo o que os músculos podiam dar tal é a inclinação.

FOTOGRAFIA 75. A trupe reunida. [05-02-2012]
     No topo, já no centro de Canadelo, com as estreitas estradas (FOTOGRAFIA 76), telhados de lousa e espigueiros (FOTOGRAFIA 77), a estrada aplana e a pedalada torna-se mais fácil. Daqui em diante foi só pedalar certinho até Olo e daqui para casa.

FOTOGRAFIA 76. Empedrado de Canadelo. [05-02-2012]

     Mais uma manhã bem passada, em boa companhia,  na estreia do jovem Gonçalo, que provou ser um atleta válido para a equipa, que agora conta com dez praticantes de BTT. Assim, se mantenha bem disposto e com vontade de nos acompanhar nos passeios por Amarante.

FOTOGRAFIA 77. Espigueiro na subida da Rua Central de Canadelo. [05-02-2012]



Cumprimentos,
Equipa Mem Gundar BTT

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ECOPISTA DO TÂMEGA - DEPOIS DE 100 ANOS, UM PROJETO DE REQUALIFICAÇÃO

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FOTOGRAFIA 68. Estação de comboios de Amarante. [08-03-2011] 
   
FOTOGRAFIA 69. Estação de Gatão. [08-03-2011]
     Amarante é uma cidade localizada a 80 km do Porto. Situada na base das serras que separam o litoral do interior, a cidade é cruzada por vários cursos de água, sendo o maior e mais importante o rio Tâmega. No ínicio do século passado, Amarante encontrava-se quase isolada, refém da orogenia nortenha. A criação da Linha ferroviária do Tâmega veio contrariar esse isolamento e aumentar o progresso nas terras. Quando foi terminada, já em meados do século passado, esta linha unia as estações da Livração (Linha do Douro) e Arco de Baúlhe.  
     Foi em 1905 que se iniciou a construção da Linha do Tâmega. A 20 de março de 1909 o primeiro comboio chegou a Amarante (FOTOGRAFIA 68) para que, logo no dia seguinte, fosse inaugurado este troço ferroviário. Em 23 de Outubro de 1921 chegou a primeira composição dos Caminhos-de-Ferro a Gatão (FOTOGRAFIA 69). Cinco anos depois, foi vez da freguesia da Chapa (FOTOGRAFIA 70) receber o comboio e já só mais tarde, em 1932, chega a Celorico de Basto. A 15 de Janeiro de 1949, Arco de Baúlhe inaugura a sua estação e passa a integrar a rede ferroviária nacional.  
     Com o aumento e melhoria das vias de comunicação a Linha doi Tâmega foi perdendo importância até que me 1990, desculpando-se com a reduzido numero de utilizadores, é encerrado o troço entre Amarante e Arco de Baúlhe.
     Em 2009, ano em que se celebrava o centenário da chegada dos comboios a Amarante, a Linha do Tâmega é encerrada para obras de reabilitação. É então que se procede ao aproveitamento do troço que liga estação de Amarante à freguesia da Chapa, para a contrução de um trajeto ciclável (FOTOGRAFIA 71), a Ecopista da Linha do Tâmega. 

FOTOGRAFIA 71. Antigo túnel. [08-03-2011]
FOTOGRAFIA 70. Estação da Chapa. [08-03-2011]


















     Inaugurada em 2010, a Ecopista (FOTOGRAFIA 72) deu uma "segunda vida" à Linha do Tâmega. A perda, ainda que parcial, de património histórico (as estações mantêm-se, em melhor ou pior estado de conservação) e de uma via de acesso à cidade, apesar de lamentáveis, representam um fim digno para uma linha que tantos serviu. A população possui agora um percurso desde o coração da cidade ao longo do traçado do rio Tâmega.

FOTOGRAFIA 72. Antiga ponte ferroviária. [08-03-2011]
     Atualmente, com 9,3km, a ecopista é uma via ciclável com início pouco depois da estação de Amarante e fim na freguesia de Chapa. Construída em betuminoso de tons claros e com 3,50m de largo está rodeado por uma densa vegetação arbórea (que se pretende aumentar). Possui bancos, caixotes do lixo e iluminação pública, bem como marcos quilométricos e paineis informativos sobre localização e direção [REF 14]. Trata-se, segundo o seu regulamento de circulação, via de comunicação para o lazer, desporto, actividades recreativas, culturais, de protecção e conhecimento do meio ambiente, a sua utilização concretiza-se na prática de passeios pedonais, cicloturísticos, em cadeiras de rodas, em patins e similares [REF 15]
     Um dia mais tarde, quando forem concluídos, os troços de Celorico de Basto e de Arco de Baúlhe aumentarão ainda mais a extensão da ecopista e representarão um fim digno para a sua precessora - a Linha ferroviária do Tâmega.

 Cumprimentos
Equipa Mem Gundar BTT

[REF 14] www.ciclovia.com.pt/ciclovias/1norte/3porto/tamega/tamarante.html
[REF 15] http://www.cm-amarante.pt/

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PASSEIO PELA ABOBOREIRA


FOTOGRAFIA 60. Localidade de Telões, serra da aboboreira. [24-10-2010]

FOTOGRAFIA 61. Espigueiro. [24-10-2010]
     A serra da Aboboreira é uma das ínumeras elevações que circundam Amarante e que constitui uma barreira difícil de transpor. Assim, como em qualquer desafio os atletas enfrentaram o Adamastor de frente, começando logo a subir pela EN-101 em direcção à cidade da Régua. Contudo, meia dúzia de quilómetros antes do Alto de Quintela - ponto a partir do qual se desce em direcção ao Douro - viramos à direita no no sentido da localidade de Telões (FOTOGRAFIA 60). Uma aldeia típica, com as suas casas em granito, campos verdejantes,  caminhos empedrados e espigueiros com telhados de lousa (FOTOGRAFIA 61), já mesmo no meio da serra. Pela aldeia de Telões dentro entramos em estradões de terra batida que nos fazem embrenhar ainda mais no nevoeiro que cobria neste dia a serra.
     Com Telões por trás de nós a orientação na serra tornou-se difícil. O nevoeiro era cada vez mais cerrado, os caminhos entrecruzavam-se e o orvalho começava a fazer-se sentir nos ossos. Os objetivos deste passeio: conhecer a serra, atingir o vértice geodésico conhecido por Meninas (FOTOGRAFIA 59 e 65) e encontrar algumas antas (FOTOGRAFIAS 62-64).

FOTOGRAFIA 62. A primeira das antas encontradas. [24-10-2010]

FOTOGRAFIA 63. Acesso à primeira anta. [24-10-2010]
     De facto o planalto da serra da Aboboreira é local de uma enorme necrópole megalítica, das maiores que se conhecem em Portugal. São mais de quarenta túmulos (onde se incluem mamoas, antas e dólmenes), identificados, intervencionados e estudados desde 1978. Este, que é um dos mais interessantes arqueosítios portugueses e peninsulares, possui uma invejável colecção de monumentos megalíticos funerários de diferentes épocas, desde o Neolítico (cerca de 4500 a.C.) até à Idade do Bronze (por volta de 1900 a.C.) [REF 9]. Um sentimento de humildade apodera-se de quem se atreve a entrar num espaço tão exíguo. Estas estruturas milenares fazem-nos sentir pequenos...
     Assim, após alguns momentos de comtemplação da primeira de duas antas com que nos cruzamos, era altura de "meter pés ao caminho" que o nevoeiro adensava e o orvalho não desarmava.

FOTOGRAFIA 64. Segunda anta. [24-10-2010]
     Tomamos a direcção do vértice geodésico, que quase não encontramos tal era o nevoeiro (FOTOGRAFIA 65), e daí serra a baixo, passando por uma segunda anta, rumo a casa.

FOTOGRAFIA 65. Vértice geodésico Meninas "escondido" pela bruma. [24-10-2010]

Cumprimentos,
Equipa Mem Gundar BTT

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[REF 9] http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=333:a-serra-dos-mortos&catid=9:artigos&Itemid=83

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

OS MELHORES MOMENTOS DE 2011

     Como recordar é viver, cá fica o registo fotográfico de alguns dos bons momentos passados em 2011.


 
















































































































































Cumprimentos,
Equipa Mem Gundar BTT